Ossos e
pedras.
Senti meu
peito apertado,
ao ver ali,
na minha frente, deitado,
quase nu, com
frio, fome e sem abrigo,
mais um entre
a legião dos desamparados.
Largados à
própria sorte,
calada a
noite, espreita a morte,
na disputa
pelo pedaço de pão, pela moeda,
pela latinha
para esquentar a sopa de ossos e pedras.
O camarão, a
lagosta e o faisão, a rigor,
degustados,
empanturrados pelos comensais,
entre
cloches e florais, regados a vinhos provençais,
na cobertura
em festa, sobre a marquise sem coberta,
em que mais um
“ninguém” deixou sua dor.
Você se importou,
se incomodou?
Essa dor chorou
“ninguém”,
deixada em
cova rasa para alguém. By EC.
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